quinta-feira, 23 de abril de 2015

Muito mais que um Príncipe Encantado...


Definição de companheirismo: "Se dispor a caminhar junto com o amigo, namorado, marido, haja o que houver. Pagar o preço por aquele vínculo estabelecido". (Desconhecido)

Estive pensando sobre a vida, ela por um todo, desde o seu nascimento, até o dia em que veremos o nosso Deus.

E também sobre tudo o que nos envolve, o que vivemos e o que deixamos pra trás.

Na nossa caminhada, temos diversos tropeços, mas também acertos, mas creio que um dos maiores acertos na nossa área sentimental, seria encontrar o “príncipe encantado”. Digo isso, porque estou vendo de perto, o que a escolha da pessoa certa no presente, o escolhido de Deus, pode ter efeitos futuros.

Minha avó esta passando por graves problemas de saúde, mas ainda consigo ver coisas boas por trás disso! Ela não está sozinha, ela teve um amor, e hoje tem um companheiro.

Durante anos, ela esteve casada, teve seus altos e baixos, mas diante de tudo o que viveu e enfrentou, esteve sozinha, na maior parte das vezes. Ela foi casada durante uns 16 anos e ficou 10 anos separada. Teve perdas pequenas, mas também perdas que mudaram a rotina dela pra sempre.

Uma dessas perdas foi a perda de quem ela cuidou durante uns 40 anos, a do meu pai... Creio que quando tudo aconteceu, ela já não tinha chão, muito menos motivos para prosseguir. Diante do histórico, de tanto sofrimento, e de tanta desilusão, ver aquele a quem ela passou fome pra sustentar, passou tristezas para o ver alegre, viveu para dar vida, diante de tudo aquilo, nada mais importava.

Contudo, mediante a tal situação, quando achava que definitivamente estaria sozinha, foi onde a grande escolha, que lá no passado, nos seus vinte e poucos anos, fez sentido. Sabe aqueles sentimentos de adolescente? Aqueles que te faz sentir borboletas no estomago, mas que depois de um tempo, “apagou”? Diante de desafios do dia-a-dia, já não era como antes? Pois é... foi ali que se tornou comum, ter alguém do lado. Não que fizesse alguma diferença, mas a pessoa estava ali, sem ao menos ser vista, durante os dez anos de separação.

Mas tudo começou a ter sentido, um ano após a grande perda.

Meu avô, durante os dez anos que ficaram separados, nunca se distanciou. Estava ali, pertinho, presenciando tudo, mesmo sem participar. Os motivos que os fizeram se separar, na verdade, nunca tinham sido superados, afinal, foram motivos tão tolos, que não fez muita diferença, afinal, só trocaram de casas rsrs. Mas quando meu pai se foi, aquelas visitas para minha vó se tornaram cada vez mais repetidas. Eram agrados, simples, que iam de um bombom a um pé de repolho kkk (minha avó ama). Ele relembrava tudo o que ela gostava, os bons momentos que tiveram, para reacender aquela chama que se apagou com o passar do tempo. Para muitos era impossível, afinal, você estar na casa de seus sessenta anos, com tanta tristeza, abrir espaço para um amor passado, não é em toda esquina que você vê. Mas como um bom brasileiro, persistente, ele conseguiu. Sim, ele abriu uma fresta no coração partido dela e reconstruiu o que estava desmoronando.

Hoje, com um pouco mais de 2 anos de casados, (sim, hoje são casados no papel e na igreja, tão lindo *-*), tiveram mais uma barreira para ultrapassar. Minha avó está com câncer. Graças a Deus, esta sendo tratada, mas sempre há suas preocupações. Faz uma semana que ela não está nos seus melhores dias... Esta com tontura, perdas de memorias, e mais algumas complicações, mas como citei no inicio do texto, é onde o amor se tornou companheirismo.

Quando em qualquer momento, meu avô poderia largar tudo, deixar ela de lado e nem se importar, ele fez o contrario. Ele cuida, dá banho, protege, alimenta, cozinha, limpa, passa e ainda é marido!

Deus é tão maravilhoso, que ao traçar o caminho deles, sabia o que cada um necessitava em especial para completar o outro. Não foi apenas a atração física da juventude, mas foi sentimento de verdade!

Hoje, neste mundo, não se vê mais famílias construídas e sólidas. Apenas podem-se ver cacos por onde anda... Famílias desestruturadas, onde o filho não sabe o que é a presença de um pai ou mãe, sem um modelo de família a seguir e visionar.

Entretanto, ver que mesmo depois de trinta anos de relacionamento, os dois ainda “suportam” um ao outro, me faz ter motivos pra ter a minha família, e ser exemplo pros meus netos, assim como eles, hoje, são pra mim.

Eles vivem o que a palavra de Deus diz, em 1 Coríntios 13:7, que o amor “Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

Que as nossas vidas, possam seguir o exemplo dos meus avós, que tudo suportaram, tudo sofreram, mas em tudo, tiveram amor! E foram sábios, ao escolher o seu “Príncipe Encantado”.

Deus abençoe...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Escolhas, nossas escolhas...

    Diante de cada situação, aprendizado, decisões, enfim, é necessário fazer escolhas.
Que as feridas não sacrifiquem a esperança do recomeço.
 Nem sacrifiquem a nossa coragem.
Porque coragem é coração que pulsa com a força de Deus.
|Camila Heloise|
Mas baseado em quê? Será que no emocional, ou no racional? 
Sou fria, seca, e sem demonstrar muitos sentimentos. Dou risadas a toa, sou feliz por onde passo. Decidida em alguns pontos, indecisa na maioria deles. Choro assistindo filmes, me emociono com cenas românticas, mas quando tem algo muito meloso, já fecho a cara.
As minhas duvidas, são das mais simples até as mais complexas, vão desde o que comer pela manhã, até o que fazer no meu futuro.
Já me formei, e mesmo assim, não me decidi por completo minha carreira. Cursos específicos? Segunda graduação? Pós? MBA? Aaaaaaah, são tantos projetos, tantas possíveis escolhas, tantas consequências.
Construir uma família? Ter filhos? Casar ou ser solteira? Curtir a vida e no fim de semana sair com os amigos, ou ficar em casa, abraçada com alguém vendo um filminho?
Escolhas solitárias, compartilhadas, inteligentes ou até mesmo inúteis, mas mesmo assim ainda são escolhas.
E em qual delas usar a razão? Ou a emoção?
Confesso que nem eu mesmo sei os meus critérios, as vezes ajo por impulso, e em outras penso até demais.
Já demorei um ano decidindo se namorava ou não, e quando finalmente a minha razão falou mais alto, com um mês a emoção mostrou que foi a decisão errada. Como também tive momentos, em que decidi na hora, mas que foram mais intensos que qualquer razão desconheceria.
Então a vida se torna simples e complicada, correndo o risco da decisão ser certa ou errada, mas que com toda certeza, te dará lições de como viver.